Delírios de desilusão
Angustiado, entre trevas povoa,
Este meu árido coração.
Em noites escaldantes sem luar,
Mergulhado num oceano de solidão.
Deseja a o descanso do silêncio do morto,
A mãe do sono profundo,
Que nada a procura conhece,
Dos distantes almejos desse mundo.
Geme e medita na dor,
O fim do ilusório amor,
Que jamais encontrará por onde for.
Sangra ainda no peito lágrimas perdidas,
Amargas lembranças feridas
Sem alvos, sem sonhos, sem vidas

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